terça-feira, setembro 17, 2013

Phoenix sendo... Phoenix, de novo!

Por Jorge Perez

Ah, a música. Se tem uma coisa que me inspira e que eu, genuinamente, gosto de escrever sobre, é ela, a música.

Estas últimas semanas têm sido bem movimentadas e fodas. Por que isso? Porque eu passo o ano todo esperando pelos novos álbuns das minhas bandas favoritas, que invariavelmente deixam de vir, mas quando eles finalmente chegam, ainda mais assim de uma vez, puta que pariu, é do caralho!

Só nestes últimos dias botei as mãos no "AM" do Arctic Monkeys, "Mechanical Bull" do Kings of Leon, e no "Right Thoughts, Right Words, Right Action" do Franz Ferdinand (ótima dica do meu amigo Nelsinho Ferman, já que eu tinha deixado passar essa).  Mas fiz uma listinha dos álbuns que foram lançados recentemente neste ano:

BANDA
ÁLBUM
LANÇAMENTO
DAFT PUNK
RAMDOM ACCESS MEMORIES
MAIO/2013
PHOENIX
BANKRUPT!
ABRIL/2013
TRAVIS
WHERE YOU STAND
ABRIL/2013
MGMT
MGMT
SETEMBRO/2013
STEREOPHONICS
GRAFFITI ON A TRAIN
MARÇO/2013
THE STROKES
COMEDOWN MACHINE
MARÇO/2013
BLACK SABBATH
13
JUNHO/2013

ENTRE OUTROS.

Mas hoje eu tô aqui pra escrever sobre o "Bankrupt!" do Phoenix, e é isso que eu vou fazer.

Eu, particularmente, acho interessante e bem legal quando uma banda tenta fazer uma parada diferente, dar uma inovada e etc... Na real, acho até natural, as pessoas envelhecem, conhecem pessoas e lugares diferentes, sofrem novas influências e por aí vai. Um ótimo exemplo disso foram os Beatles. Os caras inovaram demais, estavam sempre evoluindo, tentando coisas novas, experimentado e importando novos sons, não dá nem pra imaginar o que seria da música, tivessem eles ficado só naquela pegada do "Iê, Iê, Iê".

Mas eu não vou mentir, eu gosto demais quando sai um álbum novo daquela banda que você gosta muito, e quando você ouve, parece uma continuação do anterior, ou dos anteriores, que marcou/marcaram uma época, aquele som que você cantarolou e assoviou pelas ruas durante um verão inteiro.

Acho que rola até um certo lance nostálgico, aquele de querer ter o prazer de ouvir alguma coisa pela primeira vez de novo.

Como eu gostaria de poder ouvir "No Reply" do "Beatles For Sale" mais uma vez pela primeira vez. Ou voltar em 2005, quando eu morava em Sydney e comprei o Hot Fuss naquela lojinha que chamava Cheap Cd´s na Bondi Rd. São momentos que nunca serão esquecidos, que sempre virão carregados de sentimentos e lembranças que vêm a tona toda vez que toca aquele som.

Mas enfim, voltando à terra, este lugar chato e cruel que chamamos de lar, a realidade é esta, e o que foi, não volta mais, porém, ah porém, de vez em quando aparece um presente desses, como o Bankrupt!.

Eles voltaram e voltaram do jeito que foram, com seus sinth´s clássicos, as guitarras abafadas de sempre, a batera rápida, e o Thomas é o mesmo, sem contar que sim, eles continuam franceses (duh), mas agora eles passaram um tempo na Califa, e isso fica fácil de notar nos sons novos. Além disso, um detalhe que não pode passar desapercebido nesse novo álbum é a presença dos sons orientais. Isso fica claro logo de início, a primeira música, Entertainment, já deixa esse lance bem claro logo no primeiro segundo, sem contar o vídeo oficial da música, que foi inspirado em alguma "novela" coreana (veja abaixo).



Bom... é isso, quem gostou de Wolfgang Amadeus Phoenix não vai se decepcionar com esse trampo novo.

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#PlayingNow: Metronomy - Heartbreaker



sexta-feira, junho 21, 2013

Sabe o que eu acho dessa merda toda?

Por Jorge Perez




Será que alguém acordou mesmo?

Tenho frequentado os protestos e reparado que um dos gritos favoritos do povo é o do “Gigante Acordou”.

Sim, é bonito e empolgante, como o carnaval, mas confesso que não consigo participar deste coro, em particular, compartilhando dos companheiros a mesma convicção.

A questão é, o povo está puto e resolveu externar este sentimento, ótimo! Mas o problema é que o povo talvez tenha escolhido os alvos errados. 

Quem me conhece e lê os meus textos, sabe que eu sou muito expansivo, e como não consigo ser diferente, vamos lá:

Uma característica marcante dos brasileiros é a de saber apontar o dedo. Nós primeiro segregamos, depois apontamos e boom... começamos a disparar a nossa metralhadora de culpa! 

A rua está suja: “Ah, culpa é desse monte de pobre que tem no bairro, dos nóias que ficam na esquina, desse meu vizinho gordo, eu sou foda, nunca, mas nunca mesmo joguei lixo na rua!” – MENTIRA

O trânsito está uma merda: “Culpa desses motoristas filhos da puta, que não sabem dirigir direito e que não dão passagem pra ninguém, e acabam travando o trânsito. Eu sempre dou passagem, nunca fecho o cruzamento, jamais acelerei pra não deixar alguém cruzar na minha frente. Pedestre comigo sempre tem preferência” – MENTIRA

O país está uma zona: “Culpa dos políticos que os “outros” ajudaram eleger. Eu sempre voto consciente, nunca fui votar de ressaca, atrasado, e votei em qualquer um só para não ter “encheção” de saco depois” - MENTIRA

http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/files/2012/06/lula_nos_tempos_do_abc.jpg
Lula, que antes de "se dar bem", era como nós.
Todos estes cenários acima, foram sim baseados em experiências próprias, discursos meus, foram mentiras que talvez eu, Jorge, quisesse de fato acreditar, mas que não faz delas menos mentirosas.

E nós, meu povo brasileiro, somos isso, nós somos uma mentira. Somos todos desonestos, alguns em maiores proporções que os outros, mas todos eventualmente já fizemos uso e nos vangloriamos por usar o jeitinho brasileiro, seja para não pagar alguma coisa ou para furar alguma fila, todos fizemos e fazemos! Somos todos grandessíssimos filhos da puta no trânsito, fazemos cagadas o tempo todo, se você tá aí lendo e pensando que não, é mentira, você faz sim... resumindo, os nossos políticos somos nós, a diferença é que eles estão lá, com a faca e o queijo na mão para fazer merda... e adivinhem, eles estão mesmo fazendo muita merda!

Eles são nós, mas uma versão que se deu bem, com poder, influência, e ainda por cima que está roubando e comprando tudo que nós gostaríamos de ter, para poder olhar para o vizinho e “falar” com apenas um olhar: EU SOU MAIS FODA QUE VOCÊ!

Porque afinal de contas, a paixão nacional, não é a bunda e nem o futebol, a paixão do brasileiro é a ostentação. Uma pena que não podemos ostentar uma calça jeans de R$ 300,00 com o bolsa família, porque se desse, era nóis!

Então se queremos realmente acordar, está na hora de olhar na porra do espelho e encarar uma triste realidade: Nós somos uns bostas!

Pare de acreditar em campanhazinha do governo na televisão, com musiquinha pra cima e gente feliz e bonita, dizendo que nós brasileiros somos melhores que todo o mundo, e que nós não desistimos nunca porque somos demais e blá blá blá. Porque não, nós não somos foda, quem é foda não vive na merda, e olha onde estamos.

Se você não consegue enxergar isso em você, então parabéns, cada um tem o que merece, e o nosso país, assim, esse lixo que conhecemos hoje, foi exatamente feito para você e por você!


Aproveite! 


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#PlayingNow: White Lies - Farewell to The Fairground