sexta-feira, maio 20, 2011

1 ano já se foi!

É isso mesmo, nesse fim de semana estarei completando um ano desde a minha cirurgia. Faz um ano que eu retirei aquele tumor que foi responsável pelos piores dias da minha vida.

Agora posso dizer que realmente esse pesadelo acabou, andei meio apreensivo nos últimos dias, quero dizer, muito apreensivo! Tenho sentido as mesmas dores que sentia antes da operação, e por mais que eu seja uma pessoa bem tranquila, foi impossível não sentir medo depois de tudo que eu passei, vi e ouvi dentro do Hospital do Câncer, que agora é conhecido por Hospital A.C. Camargo. Mas hoje eu levei os meus últimos exames pro meu médico, o Dr. Wilson Bachega, analisar. Fui com aquele frio na barriga, mas ele olhou e falou que não tinha nada lá, que a dor que eu tenho sentido nas últimas semanas são por causa de um cálculo renal, "Ufaaa doutor" foi o que eu respondi pra ele.

Penso muito sobre tudo isso e ainda não consegui decidir se essa experiência me mudou ou não. Com certeza algumas coisas em que acredito estão agora mais fortes do que nunca dentro de mim, como por exemplo a minha necessidade de viver o agora, tento e trabalho para que o meu amanhã seja melhor do que o hoje, mas o meu presente também está sendo muito bom, está sendo bom desde a época em que ele era apenas um futuro distante. Outra coisa que não mudou foi o fato de que eu não acredito em Deus, sempre achei que não existe nada e nem ninguém "olhando" por nós, acredito simplesmente no acaso, coisas boas e ruins podem acontecer a qualquer um, não culpei nada e nem ninguém por ter ficado doente, da mesma forma que não agradeci a ninguém por ter ficado bom, estamos simplesmente aqui, a mercê da natureza, uns morrem antes, outros depois, culpa da natureza, é assim que é e rezar não vai resolver, ponto!

Acho que as coisas são muito simples, jamais me lamento ou choro pelo leite derramado, sou objetivo, estamos sujeitos a tudo, então vamos aproveitar enquanto está tudo bem. É assim que eu vivo a minha vida, alguns diriam que é pessimismo, eu não acho, mas o lema da minha vida é "vamos aproveitar hoje porquê amanhã pode muito bem ser pior!

Bom, é isso aí, agora eu vou comemorar, porquê afinal de contas, nessa luta pela sobrevivência, tá 1x0 pra mim!



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#NowPlaying: Paul McCartney - Shake a Hand

quarta-feira, maio 18, 2011

Segregação Racial e o Metrô de Higienópolis


Depois dessa história do metrô de Higienópolis, andei pensando bastante sobre segregação racial e cheguei a uma conclusão. Acho que não existe povo ruim e povo bom, existe o mais forte e o mais fraco.

A polêmica de Higienópolis começou porque os moradores não querem que o bairro se encha de “povão”, e por “povão” entende-se “pobres”. Agora deixando a demagogia de lado, aqui em São Paulo, pobre é sinônimo de nordestino, não estou falando se é certo ou errado, se concordo ou não, se é verdade ou se é mentira (viu hipócritas de plantão?), só estou constatando um fato, não adianta ser hipócrita, para os paulistanos é assim que funciona, é triste, mas fazer o quê?

Mas enfim, a verdade é que estereótipos existem e é em cima deles que eu vou me basear para explicar o meu ponto de vista.

Voltando à história: Higienópolis é conhecido por ser um bairro de judeus, e judeus são conhecidos por ter dinheiro, fato! E é aqui que começa a ironia da história, de repente os judeus, ricos, conseguem fazer um abaixo assinado com milhares (não foram poucas) de assinaturas para evitar que um monte de “baianos” virassem habitués do seu precioso bairro, desculpa, mas pra mim isso é segregação racial e ponto! Estão cometendo basicamente o mesmo crime do qual eles foram vítimas há algumas décadas atrás, claro que em níveis muito mais baixos, mas vai saber, talvez o holocausto tenha começado por uma motivo banal desses, vai que de repente um fulano chamado Hans Jorg Scheissenhausen começou um abaixo assinado em Berlim num belo dia de sol porque não queria uma estação de Maria
Fumaça perto da casa dele pois ficou com medo que isso poderia acarretar numa invasão de pessoas diferenciadas não cristãs no seu bairro. Vai saber.... tudo é possível.

Mas brincadeiras a parte, eu falei tudo isso pra chegar a um ponto, e, por favor, não estou falando que os alemães eram os bonzinhos e que os judeus são os filhos da puta da história, mas o ponto que eu quero chegar é o seguinte:

As pessoas sempre protegem o seu interesse, elas são egoístas, e quando vêm o seu bem estar sendo ameaçado se esquecem do bom senso e pensam como animais irracionais. Quando as pessoas ameaçadas fazem parte de um grupo maior e mais forte do que o grupo que os ameaça então, aí são piores ainda, elas são capazes de cometer atrocidades a fim de proteger seus interesses! Foi assim com Hitler, foi assim com Stalin e sempre será assim!

O triste é pensar que se os papéis fossem inversos, talvez os judeus também teriam discriminado os alemães, assim como os ucranianos com os soviéticos de Stalin, os negros com os brancos e assim por diante.

Então para finalizar, eu gostaria de dizer mais uma vez que o propósito deste texto não é o de defender ou de criticar determinado povo, o propósito é mostrar a minha total falta de crença na humanidade, pois vivemos num mundo materialista onde as pessoas só se importam consigo mesmas e os seus interesses, e fazem de tudo para preservar o que acreditam ser certo e o que as trazem conforto e segurança, portanto, como eu disse há alguns parágrafos acima, não existe bom nem ruim, existe mais forte e mais fraco, existe quem está por cima e quem está por baixo, e desculpem o vocabulário, mas invariavelmente, quem está por baixo, sempre acaba se f*&#@%!