segunda-feira, dezembro 13, 2010

Reflexões de uma sala de espera


Esse ano só eu sei o quanto eu esperei. Infelizmente por motivos de saúde fui obrigado a passar esse horrível ano de 2010 indo e vindo do hospital, este que atende pelo nome de A.C. Camargo, vulgo Hospital do Câncer.

Agora enquanto escrevo estou aqui de novo, esperando! Para ser mais exato, estou esperando há 1 hora e 44 minutos para ser internado pela quarta e última vez no ano. Durante essas longas e entediantes esperas eu invariavelmente penso sobre o mesmo assunto, eu olho para as pessoas que aqui estão e tento achar uma razão pela qual todos estamos aqui nesse lugar, que sem dúvidas é o último que gostaríamos de estar. Mas infelizmente não existe uma resposta, quer dizer, não existe uma resposta direta, esclarecedora, mas sim uma resposta subjetiva: estamos todos aqui por acaso.

Eu há muito tempo deixei de acreditar no pouco que ainda acreditava, e esse pouco se chamava Karma e, por favor, não quero que pensem que eu não acredito em nada porque sofri e passei por coisas difíceis, porque não é o caso! Eu deixei de acreditar simplesmente porque depois de muito refletir, nada fez sentido, e comigo é assim, se eu não entendo, não acredito, não vou acreditar simplesmente porque todo mundo me falou para acreditar. Esse negócio de crença tem que ser natural, e não forçado! Simples assim.

Mas voltando ao assunto, quando olho à minha volta, vejo pessoas de todos os tipos: altos, baixos, gordos, magros, homens, mulheres, atletas e sedentários, além de pessoas honestas e desonestas. E todas estão aqui, na sua grande maioria, passando pelos piores momentos de suas vidas, e eu apesar de já ter passado pelo pior, me incluo nisso. E onde eu quero chegar com isso? Eu te respondo! O que eu estou tentando explicar, é que não adianta se você é uma pessoa boa ou ruim, estamos todos sujeitos ao acaso, sei lá, não sou nenhum médico pra explicar, mas se você nasceu com algum “componentezinho” meio errado no seu organismo, já era! O que você pode vir a fazer na sua vida não vai mudar nada, um dia esse componente vai te dar uma doença, e um abraço, fato! O nome disso é genética, e se a sua veio com defeito, pode rezar, chorar, espernear, fazer macumba e/ou ganhar o Nobel da paz mil vezes, ainda assim, você vai se dar mal! #sadbuttrue

Agora antes que eu seja mal interpretado vou me explicar. Eu não estou aqui fazendo apologia para que você seja um FDP e que se dane todo mundo. O que eu estou querendo dizer é que temos que viver a nossa vida como se não houvesse amanhã, porque infelizmente pode não haver, o relógio não para e nada que possamos fazer vai mudar isso! Eu tento levar a minha vida sendo uma pessoa honesta porque isso me traz bem estar, me faz dormir a noite, e não porque lá na frente serei recompensado. Desculpem o vocabulário chulo, mas eu sei que uma hora a casa vai cair, e quando essa hora chegar, eu vou poder olhar pra trás e dizer: “Eu aproveitei, eu fui feliz”!

 E você? Se hoje fosse o último dia sua vida, você poderia dizer isso? Se não, comece a correr atrás, porque o seu tempo, assim como o meu e o de todas estas pessoas que aqui estão à minha volta, também está acabando!

Ps. Pode ser triste pensar assim ou não, mas de qualquer jeito aqui vai uma reflexão:
“Em vez de viver pensando no futuro e nas coisas que possamos vir a conquistar, viva pensando na possibilidade de que talvez o que temos hoje é o melhor que jamais vamos ter!”

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#NowPlaying: Bright Eyes - Four Winds

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