sexta-feira, dezembro 31, 2010

Standards! Gotta have´em!


Dia 31 de dezembro, quase chegando ao fim do ano! Ano que pra mim foi péssimo e hoje acordei pensando nisso. Como de praxe, liguei o computador, abri o iTunes e dei play antes de fazer qualquer outra coisa. Enquanto escovava os dentes tocava “Don´t Panic” do Coldplay e o refrão dessa música é “We live in a beautiful world, yeah we do”, bom há controvérsias, mas isso me lembrou de uma coisa que sempre me faz refletir, e que já até pensei em escrever um livro sobre, e essa coisa se chama padrão.

Por que padrão?

Vou explicar!

Na vida nada é tão bom ou tão ruim quanto parece! Triste? Não sei se isso é triste, também não sei se isso é uma coisa boa! Mas uma coisa é fato, tudo depende dos seus padrões de comparação, ou seja, como você encara cada situação é o que vai determinar se ela é boa ou ruim!

Eu comecei a pensar nesse assunto quando morava em Sydney e trabalhava de “kitchen hand”, em outras palavras, eu era o cara que fazia o trampo que ninguém queria fazer. Essa experiência eu passei logo no começo da minha vida fora do Brasil. Nessa época o meu inglês era péssimo a ponto de eu evitar as pessoas para não ter que lidar com o stress de uma conversação, então durante o meu “shift” eu passava horas e mais horas ralando a barriga na pia lavando pratos sem trocar uma palavra com ninguém, situação que acabou me proporcionando muitas reflexões, algumas vazias, outras nem tanto.

Ainda que o meu emprego não me proporcionasse nenhuma realização profissional, esse tempo em que lá estive foi, sem dúvidas, inesquecível e isso me levava a pensar nos nordestinos que vêm à São Paulo para fazer exatamente este tipo de atividade. Às vezes olhamos para estes trabalhadores com um pouco de dó, pois sabemos que a vida deles não é fácil (pelo menos espero que saibamos), mas talvez para estas pessoas, o fato de estarem empregados em uma cidade como a nossa já é uma vitória, já que provavelmente os seus padrões, e digo isso sem arrogância alguma, são muito mais baixos do que os nossos, do mesmo jeito que para mim só o fato de andar nas ruas de Bondi Beach a qualquer hora do dia sem ter de me preocupar com a violência já fazia valer todo o esforço.

Um dia ainda quero escrever um livro para falar sobre isso, não quero que seja um livro de auto ajuda,  mas gostaria de poder mostrar para as pessoas que a vida é muito mais simples do que pensamos, me incomoda ver como as pessoas muitas vezes sofrem e/ou deixam de aproveitar certos momentos justamente por não saberem procurar o melhor ângulo para se ver determinada situação.

A vida é uma só, temos apenas uma chance de ser feliz, e a felicidade não é uma coisa que se constrói com o tempo para um dia poder desfrutá-la, a felicidade está sempre ao nosso lado, basta saber enxergá-la nas entranhas do nosso dia a dia, basta saber procurar antes de reclamar, antes de bater o martelo e dizer que tudo está perdido.

Não sou nenhum Niesztche, nunca fui gênio, mas na arte de saber aproveitar o que me foi dado pela vida e pelo acaso (sim só acredito no acaso, mas isso é um tema para outra discussão) eu sou PHD! Todos os dias quando acordo e aperto o play, começo o dia determinado a cumprir a minha meta que é a de chegar ao fim do dia, olhar no espelho e dizer “Se eu morresse hoje, morreria feliz!”

Agora com licença que eu tenho uma meta a atingir! 

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#NowPlaying: Paul McCartney - Anyway

segunda-feira, dezembro 13, 2010

Reflexões de uma sala de espera


Esse ano só eu sei o quanto eu esperei. Infelizmente por motivos de saúde fui obrigado a passar esse horrível ano de 2010 indo e vindo do hospital, este que atende pelo nome de A.C. Camargo, vulgo Hospital do Câncer.

Agora enquanto escrevo estou aqui de novo, esperando! Para ser mais exato, estou esperando há 1 hora e 44 minutos para ser internado pela quarta e última vez no ano. Durante essas longas e entediantes esperas eu invariavelmente penso sobre o mesmo assunto, eu olho para as pessoas que aqui estão e tento achar uma razão pela qual todos estamos aqui nesse lugar, que sem dúvidas é o último que gostaríamos de estar. Mas infelizmente não existe uma resposta, quer dizer, não existe uma resposta direta, esclarecedora, mas sim uma resposta subjetiva: estamos todos aqui por acaso.

Eu há muito tempo deixei de acreditar no pouco que ainda acreditava, e esse pouco se chamava Karma e, por favor, não quero que pensem que eu não acredito em nada porque sofri e passei por coisas difíceis, porque não é o caso! Eu deixei de acreditar simplesmente porque depois de muito refletir, nada fez sentido, e comigo é assim, se eu não entendo, não acredito, não vou acreditar simplesmente porque todo mundo me falou para acreditar. Esse negócio de crença tem que ser natural, e não forçado! Simples assim.

Mas voltando ao assunto, quando olho à minha volta, vejo pessoas de todos os tipos: altos, baixos, gordos, magros, homens, mulheres, atletas e sedentários, além de pessoas honestas e desonestas. E todas estão aqui, na sua grande maioria, passando pelos piores momentos de suas vidas, e eu apesar de já ter passado pelo pior, me incluo nisso. E onde eu quero chegar com isso? Eu te respondo! O que eu estou tentando explicar, é que não adianta se você é uma pessoa boa ou ruim, estamos todos sujeitos ao acaso, sei lá, não sou nenhum médico pra explicar, mas se você nasceu com algum “componentezinho” meio errado no seu organismo, já era! O que você pode vir a fazer na sua vida não vai mudar nada, um dia esse componente vai te dar uma doença, e um abraço, fato! O nome disso é genética, e se a sua veio com defeito, pode rezar, chorar, espernear, fazer macumba e/ou ganhar o Nobel da paz mil vezes, ainda assim, você vai se dar mal! #sadbuttrue

Agora antes que eu seja mal interpretado vou me explicar. Eu não estou aqui fazendo apologia para que você seja um FDP e que se dane todo mundo. O que eu estou querendo dizer é que temos que viver a nossa vida como se não houvesse amanhã, porque infelizmente pode não haver, o relógio não para e nada que possamos fazer vai mudar isso! Eu tento levar a minha vida sendo uma pessoa honesta porque isso me traz bem estar, me faz dormir a noite, e não porque lá na frente serei recompensado. Desculpem o vocabulário chulo, mas eu sei que uma hora a casa vai cair, e quando essa hora chegar, eu vou poder olhar pra trás e dizer: “Eu aproveitei, eu fui feliz”!

 E você? Se hoje fosse o último dia sua vida, você poderia dizer isso? Se não, comece a correr atrás, porque o seu tempo, assim como o meu e o de todas estas pessoas que aqui estão à minha volta, também está acabando!

Ps. Pode ser triste pensar assim ou não, mas de qualquer jeito aqui vai uma reflexão:
“Em vez de viver pensando no futuro e nas coisas que possamos vir a conquistar, viva pensando na possibilidade de que talvez o que temos hoje é o melhor que jamais vamos ter!”

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#NowPlaying: Bright Eyes - Four Winds

quinta-feira, dezembro 02, 2010