sexta-feira, novembro 26, 2010

22/11/2010 – The day that a dream came true!

Lembro de quando era criança, fomos ao aniversário de uma tia minha, o famoso compact disc tinha acabado de ser lançado e muitos convidados estavam presenteando minha tia com Cd´s dos Beatles, lembro também que ela já tinha todos os vinis deles e eu não conseguia entender porque ela precisava também dos tais Cd´s. Mas essa não é a única coisa que me marcou nesse dia, nunca me esqueço de estar sentado sozinho no sofá ouvindo Beatles a noite toda tentando entender o porquê de toda aquela comoção da família e principalmente da minha tinha em relação aquela banda.

Eu, como todo ser vivo que já andou por este planeta, já era familiarizado com o nome The Beatles, mas pra mim não passava de uma banda que os velhos gostavam, ou seja, era chato. No auge dos meus 14 anos eu gostava de ouvir Alice Cooper, Iron Maiden e adorava o “meu” “The Dark Side of the Moon” que eu havia roubado da minha irmã. Mas estava encucado com a tal banda de Liverpool e lembrava ter ouvido durante a festa minha mãe dizer alguma coisa do tipo “Ah esse eu também tenho”, então como todo bom moleque aficionado por música que se preze, decidi fuçar nos vinis da minha mãe pra ver o que achava.

Não deu outra, achei 2 vinis do Beatles, um era uma coletânea lançada, não por acaso, no natal de ´66 chamada “A Collection of Beatles Oldies... But Goldies” e o outro era o clássico “Beatles for Sale” que fora lançado em ´64. O primeiro era obviamente recheado de clássicos, pois se tratava de uma coletânea, nada que tenha me impressionado na hora, e o segundo, ah esse sim marcou, nunca vou me esquecer da primeira vez que ouvi “No Reply”, era diferente de tudo que eu já tinha ouvido na minha vida, não só pelos timbres de guitarras ou pela harmonia única nas vozes de John e Paul no refrão, mas nunca na minha jovem vida tinha me emocionado com uma música, claro que com 14 anos era difícil de entender essa coisa de sentimento, mas mesmo sem entender as letras lembro-me de ter sentido uma mistura de alegria com tristeza, era quase um sentimento nostálgico que me fez sentir saudades de coisas que eu nunca tinha passado.




Depois dessa experiência decidi ir atrás do resto, eu parecia um adicto, queria mais e mais. Nessa época, não lembro se já tinha internet em casa, mas se tinha devia ser uma porcaria pra baixar músicas, então comecei a frequentar um sebo que tinha no Tatuapé, mais precisamente na Rua Tijuco Preto. Foi lá que tudo começou, toda semana eu ia lá e me enfiava num quarto escuro onde invariavelmente entre um espirro e outro eu encontrava alguma coisa do Beatles ou de seus integrantes, foi lá que comprei grande parte dos álbuns que possuo.

Hoje tenho quase o dobro da idade que tinha quando comecei a me interessar por essa banda formada naquela famosa cidade inglesa localizada às margens do Rio Mersey, e atualmente eu os consumo mais do que nunca. Durante todos esses anos foram vinis e mais vinis, Cd´s, livros e uma paixão e dedicação que só aumentou, mas uma coisa ainda me faltava, e essa coisa era ter a chance de ver Paul McCartney ao vivo.  
Durante anos venho dizendo a mim mesmo “Não posso morrer sem ver o Paul” “Não posso morrer sem ver o Paul” e o dia de vê-lo finalmente chegou. Às vezes fico um pouco frustrado por não saber explicar a magnitude disso tudo, o quão importante é  poder ver o meu Beatle favorito ao vivo. Foram anos e anos, ouvindo, lendo, debatendo estórias, fatos, tentando entender cada estrofe de cada música escrita por ele durante todas estas décadas, e de repente eu posso ver tudo isso que eu sonhei e imaginei ali na minha frente, sim eu fiquei um pouco longe do palco, mas ainda assim, eu tive a experiência de dividir o mesmo espaço com ele, por 3 horas da minha vida eu fiquei na presença desse mito do Rock´n Roll chamado Sir Paul McCartney, eu pude ver e ouvir todos os clássicos que marcaram gerações e mudaram a história da música tocados ali, ainda que indiretamente, para mim!

Depois de tantos anos de dedicação e amor pela música, especificamente, pela música dos Beatles, eu posso afirmar que o dia 22/11/2010 foi um dia especial para mim, pois não é sempre que tornamos os nossos sonhos realidade, mas nesse dia, nessa segunda feira chuvosa no estádio do Morumbi isso aconteceu para mim, o meu sonho se realizou, e isso meus amigos, ninguém tira de mim e agora eu posso finalmente dizer em alto e bom som:

“EU NÃO VOU MORRER SEM VER O PAUL”

Deixe seu comentário!!!

#NowPlaying   Pink Floyd -  Speak  to Me/Breathe

2 comentários:

  1. Oi! Me identifiquei 500% com o que vc contou... Minha história com eles (no caso, a infância) é um pouco diferente, mas me identifiquei muito com seu sentimento por eles e pela emoção inexplicável de ter visto o Paul. Deu vontade de escrever sobre, e te contar minhas experiências com eles. Adorei seu blog, não sei como cheguei aqui.
    Beijo!

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  2. Obrigado pela visita. O legal dos Blogs é exatamente isso, vc os acha sem querer! Se decidir escrever sobre o Paul por favor me avise, adoraria ler.
    Beijos

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