terça-feira, novembro 30, 2010

Cadê o pó?

Ontem eu estava no carro voltando pra casa ouvindo o 90 minutos na Kiss com o Ronaldo e o Nasi, e claro eles também estavam falando sobre a “guerra” no Rio. Mas o Nasi falou uma coisa que eu ainda não havia parado pra pensar, ele falou “Cadê o pó?” E realmente é verdade, a polícia - eu li hoje de manhã no Último Segundo do IG – só apreendeu um total de 285 kg nas invasões ao Complexo do Alemão e à Vila Cruzeiro. Não sei, também não sou nenhum “especialista do narcotráfico”, mas essa apreensão me parece ser muito insignificante, vira e mexe você vê nego sendo preso nos aeroportos levando sozinho dezenas e mais dezenas de cocaína pro exterior, aí de repente os caras invadem um dos maiores redutos de tráfico do entorpecente e acham menos de 300 kg?! Como diria o Raimundos antigamente “Opa, peraí caceta!”, é claro que eles não vão divulgar que acharam toneladas, porque aí eles teriam que destruí-las, e cocaína meus amigos é igual dinheiro e dinheiro ninguém joga fora, dinheiro circula, dinheiro gera mais dinheiro!

A primeira coisa que eu questionei quando vi  a polícia efetivamente invadindo o morro foi “quem se esqueceu de pagar quem?”.  É triste, mas é verdade. As autoridades não têm interesse em acabar com o tráfico de drogas! Fato! A equação é bem simples, eles não vão resolver um problema que gera lucro e benefícios para eles próprios.

Essa coisa toda me lembra de uma história. Quando eu trabalhava em uma operadora de telefonia celular, era um saco ter que lidar com clientes que iam para reclamar de cobranças indevidas na conta, aí um dia, eu cheguei pro meu gerente e falei: “Pô meu, que saco, por quê eles não dão um jeito nesse sistema e resolve esse problema nas cobranças!?”, ele olhou pra mim, com um certo olhar de desprezo e falou: “Filhote, você acha mesmo que eles vão gastar dinheiro pra arrumar um problema que gera lucros?”, ou seja, a porcentagem de reclamações são muito insignificantes em relação à todas as outras pessoas que pagam suas contas “superfaturadas” sem jamais questionar, os que reclamam são ressarcidos, mas essa é a grande minoria.

Isso tudo, só me leva a uma conclusão! Essa invasão da polícia jamais teve como objetivo acabar com o narcotráfico, o objetivo disso tudo é tirar o poder de um e dar para outro, nesse mundo podre, onde temos criminosos de todos os tipos (descalços, fardados e de terno) os relacionamentos são muito complicados, obviamente, já que “um é mais filho da PUTA que o outro”, então o que acontece é que às vezes um passa a perna no outro e “dá merda”, e nesse caso especifico, deu!

Mas fiquem tranquilos, logo tudo volta à normalidade, a história irá continuar! Mas dessa vez com novos rostos e novos vulgos, mas o enredo, aah... esse é pior que novela da Globo com família italiana, é sempre igual!

-Matéria do Último Segundo sobre as drogas apreendidas:

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#NowPlaying - Justice - D.A.N.C.E.

sexta-feira, novembro 26, 2010

22/11/2010 – The day that a dream came true!

Lembro de quando era criança, fomos ao aniversário de uma tia minha, o famoso compact disc tinha acabado de ser lançado e muitos convidados estavam presenteando minha tia com Cd´s dos Beatles, lembro também que ela já tinha todos os vinis deles e eu não conseguia entender porque ela precisava também dos tais Cd´s. Mas essa não é a única coisa que me marcou nesse dia, nunca me esqueço de estar sentado sozinho no sofá ouvindo Beatles a noite toda tentando entender o porquê de toda aquela comoção da família e principalmente da minha tinha em relação aquela banda.

Eu, como todo ser vivo que já andou por este planeta, já era familiarizado com o nome The Beatles, mas pra mim não passava de uma banda que os velhos gostavam, ou seja, era chato. No auge dos meus 14 anos eu gostava de ouvir Alice Cooper, Iron Maiden e adorava o “meu” “The Dark Side of the Moon” que eu havia roubado da minha irmã. Mas estava encucado com a tal banda de Liverpool e lembrava ter ouvido durante a festa minha mãe dizer alguma coisa do tipo “Ah esse eu também tenho”, então como todo bom moleque aficionado por música que se preze, decidi fuçar nos vinis da minha mãe pra ver o que achava.

Não deu outra, achei 2 vinis do Beatles, um era uma coletânea lançada, não por acaso, no natal de ´66 chamada “A Collection of Beatles Oldies... But Goldies” e o outro era o clássico “Beatles for Sale” que fora lançado em ´64. O primeiro era obviamente recheado de clássicos, pois se tratava de uma coletânea, nada que tenha me impressionado na hora, e o segundo, ah esse sim marcou, nunca vou me esquecer da primeira vez que ouvi “No Reply”, era diferente de tudo que eu já tinha ouvido na minha vida, não só pelos timbres de guitarras ou pela harmonia única nas vozes de John e Paul no refrão, mas nunca na minha jovem vida tinha me emocionado com uma música, claro que com 14 anos era difícil de entender essa coisa de sentimento, mas mesmo sem entender as letras lembro-me de ter sentido uma mistura de alegria com tristeza, era quase um sentimento nostálgico que me fez sentir saudades de coisas que eu nunca tinha passado.




Depois dessa experiência decidi ir atrás do resto, eu parecia um adicto, queria mais e mais. Nessa época, não lembro se já tinha internet em casa, mas se tinha devia ser uma porcaria pra baixar músicas, então comecei a frequentar um sebo que tinha no Tatuapé, mais precisamente na Rua Tijuco Preto. Foi lá que tudo começou, toda semana eu ia lá e me enfiava num quarto escuro onde invariavelmente entre um espirro e outro eu encontrava alguma coisa do Beatles ou de seus integrantes, foi lá que comprei grande parte dos álbuns que possuo.

Hoje tenho quase o dobro da idade que tinha quando comecei a me interessar por essa banda formada naquela famosa cidade inglesa localizada às margens do Rio Mersey, e atualmente eu os consumo mais do que nunca. Durante todos esses anos foram vinis e mais vinis, Cd´s, livros e uma paixão e dedicação que só aumentou, mas uma coisa ainda me faltava, e essa coisa era ter a chance de ver Paul McCartney ao vivo.  
Durante anos venho dizendo a mim mesmo “Não posso morrer sem ver o Paul” “Não posso morrer sem ver o Paul” e o dia de vê-lo finalmente chegou. Às vezes fico um pouco frustrado por não saber explicar a magnitude disso tudo, o quão importante é  poder ver o meu Beatle favorito ao vivo. Foram anos e anos, ouvindo, lendo, debatendo estórias, fatos, tentando entender cada estrofe de cada música escrita por ele durante todas estas décadas, e de repente eu posso ver tudo isso que eu sonhei e imaginei ali na minha frente, sim eu fiquei um pouco longe do palco, mas ainda assim, eu tive a experiência de dividir o mesmo espaço com ele, por 3 horas da minha vida eu fiquei na presença desse mito do Rock´n Roll chamado Sir Paul McCartney, eu pude ver e ouvir todos os clássicos que marcaram gerações e mudaram a história da música tocados ali, ainda que indiretamente, para mim!

Depois de tantos anos de dedicação e amor pela música, especificamente, pela música dos Beatles, eu posso afirmar que o dia 22/11/2010 foi um dia especial para mim, pois não é sempre que tornamos os nossos sonhos realidade, mas nesse dia, nessa segunda feira chuvosa no estádio do Morumbi isso aconteceu para mim, o meu sonho se realizou, e isso meus amigos, ninguém tira de mim e agora eu posso finalmente dizer em alto e bom som:

“EU NÃO VOU MORRER SEM VER O PAUL”

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#NowPlaying   Pink Floyd -  Speak  to Me/Breathe

sábado, novembro 06, 2010

Come Around Sundown

Esses dias andei meio devagar, queria escrever, mas simplesmente não consegui pensar em nada que me inspirasse. E hoje não foi diferente, estava aqui um pouco frustrado por não ter nada pra escrever sobre, mas foi aí que eu percebi que de novo estava ouvindo o álbum novo do Kings of Leon, "Come Around Sundown", e isso me fez pensar no fato de que fazem quase 2 semanas que eu não ouço outra coisa, bom, então tá aí um ótimo tópico, 
acho que resolvi o meu problema "inspiracional", por hora.


O nome "Come Around Sundown" pode ser interpretado de várias maneiras, quando eu vi pela primeira vez fiquei em dúvida, não sabia se eles estavam chamando o pôr do sol ou se estavam dizendo alguma coisa do tipo "Cola aí no fim de tarde", e como eu fico bem frustrado quando não sei se entendi alguma coisa direito, resolvi ir atrás! Eis que acho uma entrevista do Caleb falando exatamente sobre isso, e a explicação dele foi mais ou menos assim: "I think 'Come Around Sundown' can mean so many different things. Like, 'come around, sundown' like you’re wanting the sundown to get here. But, it’s actually saying, 'I think I’m gonna go have a cup of coffee, come around sundown'", então foi mais ou menos o que eu achava que era: "Acho que vou tomar um cafézinho, cola aí no fim de tarde!"


Explicado o título, vamos falar do que realmente importa, vamos falar de Rock´n Roll!!!
O "Come Around Sundown" começa com "The End", o que é bem irônico já que é a primeira do ábum, mas fiquei meio desconfiado quando ouvi essa música pela primeira vez, fazem meses que eu ouço eles falarem que nesse disco eles querem voltar as raízes e blá-blá-blá, e apesar de ser muito boa, essa faixa lembrou muito do último álbum deles, o "Only By The Night" que é bem legal mas está longe de ser o melhor, mas depois eu fui descobrir que isso foi meio de propósito, já que a maioria do fãs deles, eles adquiriram justamente com esse último disco que foi, não por acaso, o mais comercial. Mas enfim, a idéia deles era começar com essa, porque como eles mesmos disseram, não queriam assustar os fãs novos que não conhecem o material mais antigo. Em outras palavras, o "Only By The Night" foi feito pra vender, "Sex on Fire" é tão "rádio" que o próprio Caleb tem aversão à ela, quando eu morava na NZ na época que lançaram esse single, eu lembro que rolava um papo de que havia sido feita uma pesquisa que constatava que uma porcentagem gigantesca dos maiores hits da história tinham "SEX" e/ou "FIRE" nas letras, não sei se é verdade isso, mas eu acredito! Enfim, agora eles fizeram um álbum pra agradar os fãs de verdade, grupo no qual eu me incluo, mas também não querem perder a massa, o rebanho, que ouve rádio, e compra porque todo mundo tá comprando e vai porque todo mundo tá indo, queira ou não queira, são eles que pagam as contas!


Depois de "The End" vem "Radioactive" que já foi lançada como single, essa música realmente é muito boa, mas "Pyro" que vem logo em seguida pra mim já é um clássico do KOL, faz uns 3 dias que eu ando na rua assoviando e cantando "I, I won’t ever be your cornerstone", tô pego! A terceira faixa se chama "Mary", e ao contrário do que você possa vir a pensar, ele não está falando de nenhuma mulher chamada Mary, nessa música ele fala de marriage, no show deles no SWU eles tocaram e foi muito bom, rock´n roll de verdade, quando eu ouvi ela pela primeira vez a primeira coisa que veio na minha cabeça foi a cena do bailinho em "De Volta Para O Futuro" que o Marty toca Chuck Berry.


A faixa 7 "Back Down South" vem pra confirmar o discurso deles em relação ao novo álbum, eles estão realmente voltando às origens em todos os sentidos, a música mostra quem realmente eles são, três irmãos e um primo do sul dos EUA que fazem música porque gostam e não pela fama e dinheiro. Caleb e Nathan, os mais velhos dentre os quatro, nunca fizeram questão de esconder que não gostam de ser famosos, e agora que já ganharam muito dinheiro, podem muito bem fazer o que e como querem. Quem sai ganhando somos nós, que gostamos de música e não de marketing!


Não posso encerrar este texto sem falar da "Pick Up Truck" que é uma das faixas que eu mais gostei desse álbum novo. Poderia facilmente fazer parte do "Because of The Times", tem a mesma pegada das músicas deste álbum.


Espero que vocês gostem do "Come Around Sundown" tanto quanto eu gostei! Segue abaixo eles ao vivo no SNL no mês passado (outubro). Knock yourself out!


Radioactive (HD) - 23/10/10 Saturday Night Live






Pyro (HD) - 23/10/10 Saturday Night Live



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#NowPlaying - Kings of Leon - New Frontier (B-Side)